Cerco à memória | Alexandre Sequeira

Durante alguns anos o artista frequentou comunidades quilombolas no Pará. Por entre as memórias com as quais passou a conviver, percebeu que a dimensão afetiva é uma das maiores formas de resistência dessas comunidades, razão pela qual os cemitérios se tornam para elas, espaços importantes em seu território de cultura. Por meio dos cemitérios constitui-se parte da experiência histórica quilombola, marcando ciclos de vida, morte, e evidenciando a passagem ritual do tempo. Dada a centralidade cultural desses lugares, eles são violentamente disputados por fazendeiros ou grileiros interessados em terras, que veem no ataque aos cemitérios não apenas um modo de esvaziamento de território, mas, principalmente, um modo de desarticulação política e cosmológica dos povos que ali estão enterrados e renascendo a cada nova geração. Incendiar cemitérios criminosamente tornou-se, por isso, uma prática nos embates pela posse de terras no Pará. Cerco à memória é uma denuncia dessa situação.

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