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© 2019.:Festival de Fotografia de Paranapiacaba 

MOSTRA DE FILMES

Programação

Os últimos habitantes de uma aldeia não se deixam submergir no esquecimento. Num mundo onde a ideia de progresso parece estar acima de tudo, esta casa flutua.

José Maçãs de Carvalho interroga o arquivo a partir de Bartleby, um estranho conto de Herman Melville, recorrendo a um dispositivo minimalista. Um escrivão que encontrou por acaso em Macau, uma sala de arquivo onde o gesto de carimbar se repete, tudo se refletindo no tampo de vidro de uma mesa, um ruído sincopado e obsessivo e a câmera tudo capturando, o corpo, o gesto, o espaço.

Este filme nasceu da experiência de trabalhar arquivos de imagens e sons do período entre Agosto de 1974 e Outubro de 1976. É a história do SAAL, Serviço de Apoio Ambulatório Local (1974 - 1976), um movimento lançado após a revolução por um grupo de arquitectos que respondia à luta de rua dos moradores pobres que no Verão quente de 1974 gritavam “Casas Sim! Barracas Não!”. 

Femmes faz parte integrante de uma conferência-performance que trabalha o confronto com o erro no processo da construção de um filme. Durante a performance a artista vai, desconstruindo o processo de trabalho, analisando processos artísticos sobre a intimidade, a sensualidade, o feminino, do ato de filmar, a perda da imagem ou mesmo códigos associados ao corpo feminino.

No cruzamento entre cinema documental, arte e antropologia, "ON EXILE, Elsewhere Within Here" (EM EXÍLIO, Em Outro Lugar Aqui Dentro) investiga conceitos de migração, deslocação e alteridade. Através de entrevistas com refugiados de comunidades muçulmanas do Médio-Oriente e Norte de África, asilados nos Estados Unidos, este filme experimental constrói retratos psicológicos íntimos, inserindo-os num contexto histórico e político determinado. 

A obra é filmada a partir do último andar daquela que se define como a maior ocupação artística da América Latina, a Ocupação Ouvidor 63, uma ocupa - juridicamente ilegal mas ética e socialmente legítima - de um edifício estatal deixado ao abandono e à decrepitude, por mais de 100 artistas, a 1 de maio de 2014.

Penúmbria foi fundada há duzentos anos num extremo de difícil acesso. De solos áridos, mares revoltados e clima violento, ficou a dever o seu nome à sombra e à nebulosidade quase permanentes. Até que um dia, os seus habitantes decidiram entregá-la ao tempo. Esta é a história de um lugar inabitável.

Teresa evoca uma memória pessoal. Uma memória que funciona aqui como um território de criação, um registro íntimo de alguém que parte, outra que fica. Uma memória como lugar de resistência de não querer esquecer, onde é espaço e tempo, onde se pode regressar.